domingo, 26 de setembro de 2010

Batizado da Yves


Hoje tivemos o prazer de celebrar
o batismo de minha sobrinha
Yves Karolynne, de 1 ano.
Ela é filha do meu irmão Jonailton (foto). 

A celebração ocorreu durante
a missa das crianças
que acontece todos os domingos
 a partir das 9:00h, na
Paróquia São Francisco - Quixadá.


sábado, 25 de setembro de 2010

Lágrimas de crocodilo

A expressão popular derramar lágrimas de crocodilo,
usada para dizer que alguém chora sem razão ou
 por fingimento,
surgiu de um fato que
 acontece com os crocodilos.
Quando o animal come
uma presa, ele a engole
sem mastigar.
 Para isso, abre a mandíbula de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da órbita o que faz com que os répteis lacrimejem.



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Muito profundo!


"O valor das coisas
não está no tempo que elas duram,
mas na intensidade
com que acontecem.
 Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

  

- Citado em "Qual o tempo do cuidado?" - Página 49, de MARIA JULIA PAES DE SILVA, Edições Loyola, 2004, ISBN 8515029987, 9788515029983.





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Auto da Barca do Inferno

”O Auto da Barca do Inferno”, obra de Gil Vicente escrita em 1517, representa o juízo final católico de forma satírica e com forte apelo moral. Escrita na transição da Idade Média para a Idade Moderna, a referida obra oscila entre os valores morais das duas épocas, pois ao mesmo tempo em que há uma severa crítica à sociedade, típica da Idade Moderna, a obra também está religiosamente voltada para a figura de Deus, que é uma característica medieval.

Aparecem vários tipos, ou seja, pessoas de diferentes classes sociais, cada uma com características que representam a sua posição na sociedade. Elas se encontram na beira do mar onde estão expostas duas barcas, uma que leva os recém-mortos para o inferno e a outra para o paraíso. A primeira conduzida pelo diabo e a segunda por um anjo. Nestes pequenos barcos, os pecadores são identificados por seus vícios que praticaram em vida, motivo de regozijo para a barca do inferno e de desprezo para a barca do céu. Além das duas barcas há também o companheiro do diabo e mais 14 personagens que embarcarão em uma das barcas, com exceção do judeu, que não é aceito em nenhuma delas, o que expressa o preconceito religioso da época.

Gil Vicente caracteriza seus personagens com símbolos que representam seus pecados. Por exemplo: a alcoviteira Brísida Vaz que traz seiscentos virgos (hímens) postiços representando as virgens que ela levou à perdição e os homens que enganou; o fidalgo que traz o pajem e a cadeira significando luxúria, dentre outros personagens com seus respectivos símbolos pecaminosos, exceto o parvo e os quatro cavaleiros que são os únicos que embarcam junto à barca do céu. O último por sua ingenuidade. Já os cavaleiros por que lutaram nas cruzadas em nome da igreja católica combatendo os “inféis mouros”. Os quatro cavaleiros encerram a peça com um final apoteótico, elevando o nome da igreja católica.

O Auto da Barca do Inferno tem, sem dúvida, a intenção de reformular a moral católica, além de remeter o leitor a profundas reflexões acerca de sua própria condição terrena. A sátira vicentina serve para nos mostrar, tocando nas feridas sociais de seu tempo, que havia um mundo melhor, em que todos eram melhores, no entanto é um mundo perdido, infelizmente, isto é, a mensagem final, por trás dos risos, é um tanto pessimista, já que os “grandes” pecadores não têm perdão e só lhes restam a viagem ao mundo das trevas, o inferno.




 

domingo, 19 de setembro de 2010

Caminhos do Conto Brasileiro (Ana Maria Lisboa de Melo)

1. O conto literário no século XIX e seus principais representantes

1.1- O “século de ouro do conto”
O século XIX foi considerado por muitos historiadores, como o “século de ouro do conto”. Isso devido ao brilhante trabalho desempenhado pelo contista americano Edgar Allan Poe, que de certa forma, influenciou outros escritores a produzirem contos que foram “verdadeiras obras-primas da literatura”.

1.2- Posicionamentos de Poe com relação ao conto
“Nas suas reflexões, Poe salienta a importância do efeito ou da impressão total que o conto deve causar no seu leitor. Para tanto, é preciso construir uma forma que possibilite esse efeito”. Ele diz que o conto deve ser breve, coerente, desenvolver-se no “sentido de uma tensão crescente” e terminar com o desfecho. Pois, dessa forma, vai causar no leitor o interesse de lê-lo do início ao fim.

1.3- A chegada de Maupassant e Tcheknov
Ainda no século XIX (segunda metade) surgem mais dois famosos contistas na Europa: Guy de Maupassant (França) e Anton Tcheknov (Rússia).

1.4- Maupassant e o conto de acontecimento
Maupassant em seus contos de acontecimento, denuncia a triste realidade da burguesia. Ele ficou famoso depois de publicar sua primeira grande novela “bola de sebo”, que como a maioria de seus contos narra a história mostrando um encadeamento social, ficando para o leitor um espaço para refletir.

1.5- Maupassant usa artifícios para prender a atenção do leitor
Os conto de Maupassant trazem, geralmente, uma anedota como o núcleo, a história é muito bem arquitetada e desperta no leitor, o interesse de lê-lo até o final, para satisfazer sua curiosidade e ainda faz com que esse leitor faça uma reflexão sobre a sociedade, tendo como base dessa reflexão o próprio conto.

1.6- O conto fantástico de Maupassant
Maupassant destaca, também, outro tipo de conto: o conto fantástico. Neste as histórias estão recheadas de sentimentos como a angústia, o medo e o delírio, enfatizando o mundo “sobrenatural” e ainda mais a “loucura”. Desses contos temos como exemplo: “Carta de um louco”, “Horla” e “Ele”.
No conto fantástico de Guy de Maupassant, acontece: “irrupção do inadmissível no seio da inalterável ilegalidade quotidiana”.

1.7- Tcheknov, em seus contos, adota um modelo diferente do que foi adotado por Poe e Maupassant
Na segunda metade do século XIX Anton Tcheknov (1860-1904), passa a valorizar mais ( do conto) o desenvolvimento da história e não o seu desfecho. Ele dá uma ênfase maior ao que ocorre com o protagonista da narrativa do que ao próprio acontecimento. Desfazendo, assim, o modelo deixado por Poe e seguido por Maupassant.

1.8- Tcheknov dá importância à vida psicológica dos personagens
Tcheknov prefere dar importância à repercussão que acontece na vida psicológica de seus personagens, levando em consideração as “circunstâncias históricas e o contexto” em que elas vivem. E baseado nisso, ele faz a seguinte afirmação: “estando acostumado a estórias curtas que consistem somente num começo, eu afrouxo e começo a ‘ruminar ‘ quando passo a escrever o meio”.

1.9- Tcheknov, renovador do conto no final do século XIX
Tcheknov foi considerado o “renovador do gênero no final do século XIX”. Mesmo não tendo escrito “ensaios críticos sobre o conto”, ele mostrou com clareza, através de correspondências, os “princípios éticos” aos quais defendia.

2. Origens e percursos do conto no Brasil

2.1- As considerações de Herman Lima e Barbosa Sobrinho
Herman Lima e Barbosa Sobrinho, fazem um retrospecto das origens do conto brasileiro, destacando autores e meios que divulgaram o conto na primeira metade do século XIX.

2.2- A origem do conto, segundo Barbosa Sobrinho
Segundo Barbosa Sobrinho “o marco decisivo da origem do conto é a fundação do semanário O Cbronista, dirigido por Justiniano da Rocha, que durou de 1836 a 1839”. Esse jornal abriu espaço para a publicação de contos e novelas, principalmente os de escritores estrangeiros, como Dumas, Nodier e Soulié.

2.3- A origem do conto, segundo Herman Lima
Para Herman Lima (de acordo com Sílvio Romero) o precursor do conto brasileiro é Joaquim Noberto de Sousa e Silva, o que é confirmado, também, por Edgar Cavalheiro, que indica o conto “As duas órfãs”(1841), como o texto que inaugurou o gênero. Lima, porém, lembra que a primeira mostra literária do conto, devia-se a Álvares de Azevedo com o “Noite na Taverna”.

2.4- O surgimento de Machado de Assis
Ainda no século XIX, surge o grande contista da época e das gerações futuras:
Machado de Assis (1839-1908). Segundo Lima, é Machado quem intensifica as principais linhas do gênero. Pois ele publicou aproximadamente duzentos contos, dispondo de uma grande diversidade de narrativas, que reiteram desde o estilo clássico, ao modelo de Maupassant, até o conto moderno e Tcheknov.

2.5- O primeiro livro de contos de Machado de Assis
Machado publicou “Contos fluminenses”(1870), seu primeiro livro de contos, quatorze anos antes de Tcheknov publicar “Contos de Melpóneme” (1884). Porém o conto machadiano não alcançou uma abrangência maior, porque foi escrita em um país pobre, em relação aos países europeus, onde existia um grande inter-câmbio cultural.

2.6- A diversidade dos contos machadianos
Podemos perceber através de obras machadianas, que o autor não assumiu apenas um modelo de conto, pois ele usou todos os recursos possíveis à narrativa curta. Identificamos, entre suas obras, contos de acontecimento, contos humorísticos e outros.

2.7- A chegada de três contista no início do século XX
No início do século XX aparecem os contistas Simões Lopes Neto (1865-1916), Lima Barreto (1881-1922) e Monteiro Lobato (1882-1948).

2.8- A obra de Simões Lopes Neto
Simões Lopes Neto com sua obra “Contos gauchescos”(1912), destaca a importância do homem do campo, levando em consideração os problemas locais e as crenças populares, por exemplo.

2.9- A abordagem de Lima Barreto em seus contos
Diferentemente de Machado, Lima Barreto aponta, também, o fingimento e o oportunismo da “sociedade carioca”, além de divulgar a vida periférica do meio urbano. E ele faz isso através do conto “O homem que sabia javanês”, opondo-se à “Teoria do medalhão”, de Machado de Assis.

2.10- Monteiro Lobato usa seus contos para denunciar problemas sociais do Brasil
Monteiro Lobato, denuncia os problemas sociais brasileiros, focalizando, por exemplo, os emigrantes que abandonam suas terras de origem para buscarem melhores condições de vida. Ele destaca, ainda, a vida dos patrões e dos escravos, as crenças e hábitos populares.
“Lobato parte do trágico e vai ao humorístico, da visão ingênua ao tratamento analítico”. Ele publicou três livros de contos, sucessivamente: Urupês (1918), Cidades Mortas (1919) e Negrinha (1920).

3. Tendências do conto brasileiro a partir do Modernismo

3.1- O crescimento notável do conto brasileiro durante o Mordenismo
O conto brasileiro cresce notavelmente a partir do Modernismo, ganha novas formas e temas e o interesse de leitores e escritores, pelo mesmo, não pára de crescer.

3.2- Os principais contos brasileiro dos “últimos anos”
Conto fantástico; conto de introspecção; conto simbólico-visionário e conto sócio- documental são considerados como as principais tendências que os contistas vêm escolhendo para o desenvolvimento do conto.

3.3- O principal foco do conto sócio-documental
No conto sócio- documental é retratado o crescimento da população urbana, que é focada pelos contistas como um dos fatores que mais contribuem para o crescimento da violência e da miséria, que são crescentes no Brasil.

3.4- Os modelos do conto sócio-documental, de acordo com Rubem Fonseca, Dalton Trevisan e João antônio
Rubem Fonseca, contista dessa linha (sócio- documental) destaca em alguns de seus contos a possível revolta das classes pobres e oprimidas contra as classes dominantes. Ele aponta também que a violência está presente em todas as classes sociais.
Dalton Trevisan, nesta mesma linha, enfatiza a vida das pessoas que vivem nas ruas, mostrando o dia-a-dia dessas pessoas através de “cenas de brutalidade e degradação”.
João antônio (1937-1996) retrata a “marginalidade social” de uma forma lírica, rejeitando os atos brutais e degradantes.

3.5- O foco e os principais autores do conto de introspecção
O conto de introspecção dá ênfase aos acontecimentos internos dos personagens, focalizando o íntimo do ser que vive as situações, buscando nelas um significado.
Podemos destacar como contistas dessa linha, os autores: Lygia Fagundes Telles, Luís Vilela e Laury Maciel.

3.6- O conto smbólico-visionário valoriza “a situação e a condição humanas”
No conto smbólico-visionário a história é “símbolo da condição humana ou de uma situação humana, cujo significado se encontra além da palavra, que apenas indica o sentido”. Nele alguns acontecimentos avançam a sensibilidade e a compreensão humanas e carecem de um imaginário artístico, que foge o ritmo da vida cotidiana.

3.7- Guimarães Rosa, o contista brasileiro que verdadeiramente escreveu o conto smbólico-visionário
O contista brasileiro que escreveu verdadeiramente o conto smbólico-visionário, foi Guimarães Rosa. Em suas narrativas, Rosa transforma o regionalismo “dando-lhe uma dimensão universal e visionária que evoca pressentimentos inquietantes que despertam nos recantos da alma”.

3.8- O conto fantástico, seu foco e principais autores
Alguns autores como Caillois, Vladimir Soloviov e Todorov emitem opiniões divergentes a respeito do conto fantástico. Contudo há um ponto com o qual todos concordam, que neste conto os “acontecimentos são sobrenaturais”, isto é, estão além de nossa realidade.
Dentre os contistas que estão inseridos nessa linha, podemos destacar: José J. Veiga, Murilo Rubião e Lygia Fagundes Telles.

3.9- A ascenção do conto brasileiro a partir do Mordenismo
O conto brasileiro cresceu bastante a partir do Modernismo, “tem recebido adesão de muitos escritores e do público leitor. A dimensão da narrativa provavelmente coaduna-se bem ao ritmo da vida moderna, já que pode ser lida em um curto intervalo de tempo, fato que talvez justifique sua preferência”.


Por Suely Sousa
(Maio de 2006)

sábado, 18 de setembro de 2010

Romualdo

Hoje, Romualdo, meu cunhado preferido (já que é o único - risos) está apagando mais umas velinhas e reacedendo a vontade de ser muito mais feliz.

Que Deus o proteja sempre e ilumine seus caminhos para que continue sendo a linda pessoa radiante que ele já é.

"Querido, cunhado, gosto muito de você e quero te agredecer por ter me dado um sobrinho maravilhoso e por fazer minha irmã uma mulher realizada e feliz"!

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!


ATENÇÃO: Essas pessoas, especialmente o meu cunhado, não bebem.  Isso é uma mera coincidência (risos)!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O algo a mais

Um homem foi contratado para pintar um barco. Trouxe tinta e pincéis e começou a pintar o barco com a cor brilhante, como o cliente queria.

Enquanto pintava, percebeu que a tinta estava vazando pelo fundo do barco e decidiu consertar o vazamento.

Quando terminou a pintura, recebeu o dinheiro e se foi. No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e lhe deu mais uma bela importância.

O pintor ficou surpreso:

- O senhor já me pagou pela pintura do barco - disse ele.

- Mas isto não é pelo trabalho de pintura, é por ter consertado o vazamento do barco...

- Mas foi um serviço tão pequeno e insignificante... Eu não ia nem cobrar!

- Meu caro amigo, você não compreendeu.

Deixe-me contar-lhe o que aconteceu: Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Quando a tinta secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa.

Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois lembrei que o barco tinha um furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornar sãos e salvos...

Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado!

Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos!

Não tenho dinheiro suficiente para pagar-lhe pela sua "pequena" boa ação...

Não importa para quem, quando, de que maneira. Sempre que for possível, sempre que depender de você, e principalmente, dentro de suas possibilidades, vá além ... este poderá ser o seu diferencial, o seo"algo a mais"!


Autor desconhecido