sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Calem a boca, Nordestinos.

Após o término do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, começou uma série de comentários e desabafos nas redes sociais virtuais sobre o resultado da eleição que elegeu Dilma Rousseff para presidenta do país. Um desses desabafos, muito infeliz por sinal, foi e ainda está sendo bastante comentado por se tratar de um grande preconceito contra a nação nordestina. Abaixo consta um artigo sobre tal polêmica, que li em outro site e gostei muito.  Veja: 

A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.
Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra... outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos "amigos" Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos... pasmem... PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura...

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner...

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia...

Ah! Nordestinos...

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário... coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso... mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: - Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!



José Barbosa Junior, na madrugada de 03 de novembro de 2010.






segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A ÓRFÃ


SINOPSE
Um trágico aborto deixa Kate (Vera Farmiga) e John (Peter Sarsgaard) arrasados,
abalando seu casamento.
Fragilizada, Kate passa a ser atormentada por pesadelos e assombrada por demônios do passado.
Na tentativa de restabelecer a normalidade em sua vida,
o casal decide adotar uma criança.
Ao visitarem um orfanato, John e Kate sentem-se estranhamente cativados
por uma garota chamada Esther (Isabelle Fuhrman).
No entanto, mal acolhem a menina em sua casa e uma alarmante
sequência de acontecimentos é desencadeada,
levando Kate a acreditar que há algo errado com
Esther - que não é tão angelical quanto parece.
Preocupada com a segurança da família, Kate tenta fazer John e outras pessoas
enxergarem o que está por trás da aparência meiga de Esther.
Mas seus avisos são ignorados, até que fosse tarde demais... para todos!
Produzido pela Dark Castle, A Órfã é um filme que reserva
 reviravoltas em sua narrativa de thriller psicológico e
magnetiza o público na poltrona com elementos de mistério, suspense e terror.
Você nunca esquecerá Esther. Tão doce. Tão meiga. Tão inteligente. Tão criativa.
Tão perturbada. Tão perturbadora...

ELENCO
Vera Farmiga ... Kate Coleman
Peter Sarsgaard ... John Coleman
Isabelle Fuhrman ... Esther
CCH Pounder ... irmã Abigail
Jimmy Bennett ... Daniel Coleman
Margo Martindale ... Dr. Browning
Karel Roden ... Dr. Varava
Aryana Engineer ... Max Coleman
Rosemary Dunsmore ... Grandma Barbara
Jamie Young ... Brenda
Lorry Ayers ... Joyce
Brendan Wall ... Detective
Genelle Williams ... irmã Judith
Mustafa Abdelkarim ... Daniel's Friend #1
Landon Norris ... Daniel's Friend #2
Julien Elia ... Hospital Receptionist
Leni Parker ... Delivery Room Nurse
Gemma James Smith ... Teacher
Pia Ajango ... Saarne Institute Receptionist
Matthew Raudsepp ... Saarne Institute Orderly
Sugith Varughese ... ICU Doctor
Luis Olivia ... ICU Nurse
Ferelith Young ... Waiting Room Nurse
Andrew Shaver ... Injection Doctor


INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título no Brasil: A Órfã
Título Original: Orphan
País de Origem: EUA / Canadá
Gênero: Terror
Classificação etária: 18 anos
Tempo de Duração: 123 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Warner Home Video
Direção: Jaume Collet-Serra

FOTOS


















sexta-feira, 29 de outubro de 2010

POR QUE O DEFEITO É SEMPRE DO OUTRO?

Quando o outro não faz é preguiçoso.
Quando você não faz... está muito ocupado.

Quando o outro fala é intrigante.
Quando você fala... é crítica construtiva.

Quando o outro se decide a favor de um ponto é cabeça dura.
Quando você o faz... está sendo firme.

Quando o outro não cumprimenta é mascarado.
Quando você passa sem cumprimentar.... é apenas distração.
Quando o outr fala de si mesmo é egoísta.
Quando você fala... é porque precisa desabafar.

Quando o outro se esforça para ser agradável tem uma segunda intenção.
Quando você age assim... é gentil.

Quando o outro faz alguma coisa sem ordem está se excedendo.
Quando você faz... é iniciativa.

Quando o outro progride teve oportunidade.
Quando você progride... é fruto de muito trabalho.

Quando o outro luta por seus direitos é teimoso.
Quando você o faz... é prova de caráter.

QUANDO PENSAR EM JULGAR O OUTRO...
OLHE PRIMEIRO PARA DENTRO DE VOCÊ.
EM MUITOS JULGAMENTOS MESQUINHOS
JULGAMOS A NÓS MESMOS NA FIGURA DO OUTRO.

Reflita!!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Caso 39


 Caso 39 é um filme de terror estrelado por Renée Zellweger,
 no papel da assistente social Emily Jenkins.
Emily achava que já tinha visto de tudo,
até ser designada para o misterioso caso de uma
atormentada menina de 10 anos, Lilith Sullivan (Jodelle Ferland).
Os piores temores de Emily se confirmam quando
os pais tentam matar Lilith, sua única filha.
Emily salva a menina e decide cuidar dela pessoalmente
até que surja uma família para adotá-la.
Mas é aí que o verdadeiro terror começa...
Assista e confira!

Gênero: Terror e Suspense
Duração: 109 min.
Origem: Estados Unidos e Canadá
Direção: Christian Alvart
Roteiro: Ray Wright
Distribuidora: Paramount Pictures
Censura: 14 anos
Ano: 2009
Estreia: 09 de Abril de 2010

FOTOS







sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Hoje

Estou super "deprê"....
Estressada...
Preocupada com problemas pessoais...
Precisando de alguém para desabafar....

Você, caro(a) leitor(a), deve imaginar como é sentir-se assim...

Preciso de um ombro amigo e imagino que quando você ler isso irá pensar em mim com carinho!
 
Desculpe-me, mas é que minha vida está muito sem graça, meus dias estão sem cor e meu íntimo está um vazio só...

Sinto falta de algo para alegrar-me!

Sinto falta de alguém para dividir o peso de ser "eu" e, assim, sentir-me leve!
 
Estou em frangalhos e sinto que minhas partículas fazem parte de um quebra-cabeça gigante...
 
Portanto, preciso de alguém para juntar meus pedaços e dar vida a grande mulher que alguns acreditam que sou...
 
 
Suely Sousa
 
 
 

 






segunda-feira, 18 de outubro de 2010

CORDEL: O namoro ontem e hoje

Caro amigo ouvinte
Preste bastante atenção
Pois abordaremos um assunto
Que fala do coração
O namoro de ontem e hoje
Tema de grande emoção

O namoro antigamente
Era muito esquisito
Não tinha beijo nem nada
Conversa e só isso
Tinha muito respeito
E isso era muito bonito

Antigamente as moças
Só podiam namorar
Na calçada de sua casa
E seus pais a pastorar
Pois poderia o rapaz
Querer o sinal avançar

Naquele tempo o rapaz
Pegava apenas na mão
Daquela donzela moça
E falava-lhe com emoção
Expressava os sentimentos
Do fundo do coração

Quem namorava naquela época
Era com sentido de casar
Namoravam muitos anos
Ele sempre a respeitar
E o beijo só acontecia
Depois de o casamento se concretizar

O namoro de hoje em dia
Ele é muito diferente
Tem beijo de todo jeito
As meninas são muito quentes
Ficam com um e com outro
Isso é triste, minha gente!

Atualmente os rapazes
Gostam pouco de conversas
Vão logo para os beijos
E para atrás dos carros namorar
Não respeitam mais ninguém
O importante é "amar"

As moças estão pra frente
Namoram quem vier
Não importa se rico ou pobre
O importante é quem quiser
Aproveitam todo momento´
Para se realizar como mulher

Hoje namoram pouco
Querem logo se juntar
Tanto faz dar certo
Como também se separar
Não ligam mais pra nada
O importante é namorar

Portanto agradeço a todos
Pela atenção
De ouvir os nosso versos
Como toda dedicação
E agora uma salva de palmas
De todo o coração


Estudantes do 8º Ano A e do 9º Ano A da E.E.F. Maria Maia de Freitas
Distrito Educacional Várzea da Onça - Quixadá / Ceará

sábado, 9 de outubro de 2010

Formatura de uma grande amiga - Meury Gardênia

Ontem, houve a solenidade de formatura de uma pessoa maravilhosa que tive a felicidade de conhecer durante minha graduação: Meury Gardênia.

Mel, como chamamos, é uma pessoa apaixonante. É uma amiga que levarei comigo, em meu coração, por toda a vida.

Fiquei muito triste por não poder ter comparecido à cerimônia de formatura da minha lindíssima amiga, no entanto, gostaria de homenageá-la, postando uma emocionante mensagem que ela enviou a mim e a outros amigos a cerca de sua formatura:

Estou compartilhando este momento tão encantador da minha vida com todos aqueles que contribuíram de alguma forma com essa vitória. Minha Formatura é o resultado de batalhas objetivadas, de "delírios com coisas reais". Nessas trilhas as melhores energias me envolveram e os melhores amigos cultivei. É muito mágico hoje lançar o olhar ao passado e verificar o quanto mudei, evoluí, sofri, aprendi e magoei, mas continuei... com palavras e atitudes que me fizeram ver que a vida é maior que tudo aquilo que vemos da janela. Esta glória dedico a Minha Família e aos meus Amigos, que fazem parte do meu ser, de tudo q sou... sem eles, seria eu um "pássaro no ninho sem forças pra voar".

Neste término de ciclo, inicio novas lutas e almejo novas coisas que ainda nem ouso definir, mas tenho certeza de uma única vontade, que ao lado dos meus passos, estejam tambem suas pegadas.

Senti-me envolvida todos esses anos com seu calor, com suas melhores vibrações e neste momento quero que sinta o meu abraço e o meu agradecimento.

Meury Gardênia



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Deficiências

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.


Mário Quintana

domingo, 26 de setembro de 2010

Batizado da Yves


Hoje tivemos o prazer de celebrar
o batismo de minha sobrinha
Yves Karolynne, de 1 ano.
Ela é filha do meu irmão Jonailton (foto). 

A celebração ocorreu durante
a missa das crianças
que acontece todos os domingos
 a partir das 9:00h, na
Paróquia São Francisco - Quixadá.


sábado, 25 de setembro de 2010

Lágrimas de crocodilo

A expressão popular derramar lágrimas de crocodilo,
usada para dizer que alguém chora sem razão ou
 por fingimento,
surgiu de um fato que
 acontece com os crocodilos.
Quando o animal come
uma presa, ele a engole
sem mastigar.
 Para isso, abre a mandíbula de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da órbita o que faz com que os répteis lacrimejem.



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sábias lágrimas


"Os crocodilos derramam lágrimas
quando devoram suas vítimas.
 Eis aí sua sabedoria."

Francis Bacon











terça-feira, 21 de setembro de 2010

Muito profundo!


"O valor das coisas
não está no tempo que elas duram,
mas na intensidade
com que acontecem.
 Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

  

- Citado em "Qual o tempo do cuidado?" - Página 49, de MARIA JULIA PAES DE SILVA, Edições Loyola, 2004, ISBN 8515029987, 9788515029983.





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Auto da Barca do Inferno

”O Auto da Barca do Inferno”, obra de Gil Vicente escrita em 1517, representa o juízo final católico de forma satírica e com forte apelo moral. Escrita na transição da Idade Média para a Idade Moderna, a referida obra oscila entre os valores morais das duas épocas, pois ao mesmo tempo em que há uma severa crítica à sociedade, típica da Idade Moderna, a obra também está religiosamente voltada para a figura de Deus, que é uma característica medieval.

Aparecem vários tipos, ou seja, pessoas de diferentes classes sociais, cada uma com características que representam a sua posição na sociedade. Elas se encontram na beira do mar onde estão expostas duas barcas, uma que leva os recém-mortos para o inferno e a outra para o paraíso. A primeira conduzida pelo diabo e a segunda por um anjo. Nestes pequenos barcos, os pecadores são identificados por seus vícios que praticaram em vida, motivo de regozijo para a barca do inferno e de desprezo para a barca do céu. Além das duas barcas há também o companheiro do diabo e mais 14 personagens que embarcarão em uma das barcas, com exceção do judeu, que não é aceito em nenhuma delas, o que expressa o preconceito religioso da época.

Gil Vicente caracteriza seus personagens com símbolos que representam seus pecados. Por exemplo: a alcoviteira Brísida Vaz que traz seiscentos virgos (hímens) postiços representando as virgens que ela levou à perdição e os homens que enganou; o fidalgo que traz o pajem e a cadeira significando luxúria, dentre outros personagens com seus respectivos símbolos pecaminosos, exceto o parvo e os quatro cavaleiros que são os únicos que embarcam junto à barca do céu. O último por sua ingenuidade. Já os cavaleiros por que lutaram nas cruzadas em nome da igreja católica combatendo os “inféis mouros”. Os quatro cavaleiros encerram a peça com um final apoteótico, elevando o nome da igreja católica.

O Auto da Barca do Inferno tem, sem dúvida, a intenção de reformular a moral católica, além de remeter o leitor a profundas reflexões acerca de sua própria condição terrena. A sátira vicentina serve para nos mostrar, tocando nas feridas sociais de seu tempo, que havia um mundo melhor, em que todos eram melhores, no entanto é um mundo perdido, infelizmente, isto é, a mensagem final, por trás dos risos, é um tanto pessimista, já que os “grandes” pecadores não têm perdão e só lhes restam a viagem ao mundo das trevas, o inferno.




 

domingo, 19 de setembro de 2010

Caminhos do Conto Brasileiro (Ana Maria Lisboa de Melo)

1. O conto literário no século XIX e seus principais representantes

1.1- O “século de ouro do conto”
O século XIX foi considerado por muitos historiadores, como o “século de ouro do conto”. Isso devido ao brilhante trabalho desempenhado pelo contista americano Edgar Allan Poe, que de certa forma, influenciou outros escritores a produzirem contos que foram “verdadeiras obras-primas da literatura”.

1.2- Posicionamentos de Poe com relação ao conto
“Nas suas reflexões, Poe salienta a importância do efeito ou da impressão total que o conto deve causar no seu leitor. Para tanto, é preciso construir uma forma que possibilite esse efeito”. Ele diz que o conto deve ser breve, coerente, desenvolver-se no “sentido de uma tensão crescente” e terminar com o desfecho. Pois, dessa forma, vai causar no leitor o interesse de lê-lo do início ao fim.

1.3- A chegada de Maupassant e Tcheknov
Ainda no século XIX (segunda metade) surgem mais dois famosos contistas na Europa: Guy de Maupassant (França) e Anton Tcheknov (Rússia).

1.4- Maupassant e o conto de acontecimento
Maupassant em seus contos de acontecimento, denuncia a triste realidade da burguesia. Ele ficou famoso depois de publicar sua primeira grande novela “bola de sebo”, que como a maioria de seus contos narra a história mostrando um encadeamento social, ficando para o leitor um espaço para refletir.

1.5- Maupassant usa artifícios para prender a atenção do leitor
Os conto de Maupassant trazem, geralmente, uma anedota como o núcleo, a história é muito bem arquitetada e desperta no leitor, o interesse de lê-lo até o final, para satisfazer sua curiosidade e ainda faz com que esse leitor faça uma reflexão sobre a sociedade, tendo como base dessa reflexão o próprio conto.

1.6- O conto fantástico de Maupassant
Maupassant destaca, também, outro tipo de conto: o conto fantástico. Neste as histórias estão recheadas de sentimentos como a angústia, o medo e o delírio, enfatizando o mundo “sobrenatural” e ainda mais a “loucura”. Desses contos temos como exemplo: “Carta de um louco”, “Horla” e “Ele”.
No conto fantástico de Guy de Maupassant, acontece: “irrupção do inadmissível no seio da inalterável ilegalidade quotidiana”.

1.7- Tcheknov, em seus contos, adota um modelo diferente do que foi adotado por Poe e Maupassant
Na segunda metade do século XIX Anton Tcheknov (1860-1904), passa a valorizar mais ( do conto) o desenvolvimento da história e não o seu desfecho. Ele dá uma ênfase maior ao que ocorre com o protagonista da narrativa do que ao próprio acontecimento. Desfazendo, assim, o modelo deixado por Poe e seguido por Maupassant.

1.8- Tcheknov dá importância à vida psicológica dos personagens
Tcheknov prefere dar importância à repercussão que acontece na vida psicológica de seus personagens, levando em consideração as “circunstâncias históricas e o contexto” em que elas vivem. E baseado nisso, ele faz a seguinte afirmação: “estando acostumado a estórias curtas que consistem somente num começo, eu afrouxo e começo a ‘ruminar ‘ quando passo a escrever o meio”.

1.9- Tcheknov, renovador do conto no final do século XIX
Tcheknov foi considerado o “renovador do gênero no final do século XIX”. Mesmo não tendo escrito “ensaios críticos sobre o conto”, ele mostrou com clareza, através de correspondências, os “princípios éticos” aos quais defendia.

2. Origens e percursos do conto no Brasil

2.1- As considerações de Herman Lima e Barbosa Sobrinho
Herman Lima e Barbosa Sobrinho, fazem um retrospecto das origens do conto brasileiro, destacando autores e meios que divulgaram o conto na primeira metade do século XIX.

2.2- A origem do conto, segundo Barbosa Sobrinho
Segundo Barbosa Sobrinho “o marco decisivo da origem do conto é a fundação do semanário O Cbronista, dirigido por Justiniano da Rocha, que durou de 1836 a 1839”. Esse jornal abriu espaço para a publicação de contos e novelas, principalmente os de escritores estrangeiros, como Dumas, Nodier e Soulié.

2.3- A origem do conto, segundo Herman Lima
Para Herman Lima (de acordo com Sílvio Romero) o precursor do conto brasileiro é Joaquim Noberto de Sousa e Silva, o que é confirmado, também, por Edgar Cavalheiro, que indica o conto “As duas órfãs”(1841), como o texto que inaugurou o gênero. Lima, porém, lembra que a primeira mostra literária do conto, devia-se a Álvares de Azevedo com o “Noite na Taverna”.

2.4- O surgimento de Machado de Assis
Ainda no século XIX, surge o grande contista da época e das gerações futuras:
Machado de Assis (1839-1908). Segundo Lima, é Machado quem intensifica as principais linhas do gênero. Pois ele publicou aproximadamente duzentos contos, dispondo de uma grande diversidade de narrativas, que reiteram desde o estilo clássico, ao modelo de Maupassant, até o conto moderno e Tcheknov.

2.5- O primeiro livro de contos de Machado de Assis
Machado publicou “Contos fluminenses”(1870), seu primeiro livro de contos, quatorze anos antes de Tcheknov publicar “Contos de Melpóneme” (1884). Porém o conto machadiano não alcançou uma abrangência maior, porque foi escrita em um país pobre, em relação aos países europeus, onde existia um grande inter-câmbio cultural.

2.6- A diversidade dos contos machadianos
Podemos perceber através de obras machadianas, que o autor não assumiu apenas um modelo de conto, pois ele usou todos os recursos possíveis à narrativa curta. Identificamos, entre suas obras, contos de acontecimento, contos humorísticos e outros.

2.7- A chegada de três contista no início do século XX
No início do século XX aparecem os contistas Simões Lopes Neto (1865-1916), Lima Barreto (1881-1922) e Monteiro Lobato (1882-1948).

2.8- A obra de Simões Lopes Neto
Simões Lopes Neto com sua obra “Contos gauchescos”(1912), destaca a importância do homem do campo, levando em consideração os problemas locais e as crenças populares, por exemplo.

2.9- A abordagem de Lima Barreto em seus contos
Diferentemente de Machado, Lima Barreto aponta, também, o fingimento e o oportunismo da “sociedade carioca”, além de divulgar a vida periférica do meio urbano. E ele faz isso através do conto “O homem que sabia javanês”, opondo-se à “Teoria do medalhão”, de Machado de Assis.

2.10- Monteiro Lobato usa seus contos para denunciar problemas sociais do Brasil
Monteiro Lobato, denuncia os problemas sociais brasileiros, focalizando, por exemplo, os emigrantes que abandonam suas terras de origem para buscarem melhores condições de vida. Ele destaca, ainda, a vida dos patrões e dos escravos, as crenças e hábitos populares.
“Lobato parte do trágico e vai ao humorístico, da visão ingênua ao tratamento analítico”. Ele publicou três livros de contos, sucessivamente: Urupês (1918), Cidades Mortas (1919) e Negrinha (1920).

3. Tendências do conto brasileiro a partir do Modernismo

3.1- O crescimento notável do conto brasileiro durante o Mordenismo
O conto brasileiro cresce notavelmente a partir do Modernismo, ganha novas formas e temas e o interesse de leitores e escritores, pelo mesmo, não pára de crescer.

3.2- Os principais contos brasileiro dos “últimos anos”
Conto fantástico; conto de introspecção; conto simbólico-visionário e conto sócio- documental são considerados como as principais tendências que os contistas vêm escolhendo para o desenvolvimento do conto.

3.3- O principal foco do conto sócio-documental
No conto sócio- documental é retratado o crescimento da população urbana, que é focada pelos contistas como um dos fatores que mais contribuem para o crescimento da violência e da miséria, que são crescentes no Brasil.

3.4- Os modelos do conto sócio-documental, de acordo com Rubem Fonseca, Dalton Trevisan e João antônio
Rubem Fonseca, contista dessa linha (sócio- documental) destaca em alguns de seus contos a possível revolta das classes pobres e oprimidas contra as classes dominantes. Ele aponta também que a violência está presente em todas as classes sociais.
Dalton Trevisan, nesta mesma linha, enfatiza a vida das pessoas que vivem nas ruas, mostrando o dia-a-dia dessas pessoas através de “cenas de brutalidade e degradação”.
João antônio (1937-1996) retrata a “marginalidade social” de uma forma lírica, rejeitando os atos brutais e degradantes.

3.5- O foco e os principais autores do conto de introspecção
O conto de introspecção dá ênfase aos acontecimentos internos dos personagens, focalizando o íntimo do ser que vive as situações, buscando nelas um significado.
Podemos destacar como contistas dessa linha, os autores: Lygia Fagundes Telles, Luís Vilela e Laury Maciel.

3.6- O conto smbólico-visionário valoriza “a situação e a condição humanas”
No conto smbólico-visionário a história é “símbolo da condição humana ou de uma situação humana, cujo significado se encontra além da palavra, que apenas indica o sentido”. Nele alguns acontecimentos avançam a sensibilidade e a compreensão humanas e carecem de um imaginário artístico, que foge o ritmo da vida cotidiana.

3.7- Guimarães Rosa, o contista brasileiro que verdadeiramente escreveu o conto smbólico-visionário
O contista brasileiro que escreveu verdadeiramente o conto smbólico-visionário, foi Guimarães Rosa. Em suas narrativas, Rosa transforma o regionalismo “dando-lhe uma dimensão universal e visionária que evoca pressentimentos inquietantes que despertam nos recantos da alma”.

3.8- O conto fantástico, seu foco e principais autores
Alguns autores como Caillois, Vladimir Soloviov e Todorov emitem opiniões divergentes a respeito do conto fantástico. Contudo há um ponto com o qual todos concordam, que neste conto os “acontecimentos são sobrenaturais”, isto é, estão além de nossa realidade.
Dentre os contistas que estão inseridos nessa linha, podemos destacar: José J. Veiga, Murilo Rubião e Lygia Fagundes Telles.

3.9- A ascenção do conto brasileiro a partir do Mordenismo
O conto brasileiro cresceu bastante a partir do Modernismo, “tem recebido adesão de muitos escritores e do público leitor. A dimensão da narrativa provavelmente coaduna-se bem ao ritmo da vida moderna, já que pode ser lida em um curto intervalo de tempo, fato que talvez justifique sua preferência”.


Por Suely Sousa
(Maio de 2006)

sábado, 18 de setembro de 2010

Romualdo

Hoje, Romualdo, meu cunhado preferido (já que é o único - risos) está apagando mais umas velinhas e reacedendo a vontade de ser muito mais feliz.

Que Deus o proteja sempre e ilumine seus caminhos para que continue sendo a linda pessoa radiante que ele já é.

"Querido, cunhado, gosto muito de você e quero te agredecer por ter me dado um sobrinho maravilhoso e por fazer minha irmã uma mulher realizada e feliz"!

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!


ATENÇÃO: Essas pessoas, especialmente o meu cunhado, não bebem.  Isso é uma mera coincidência (risos)!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O algo a mais

Um homem foi contratado para pintar um barco. Trouxe tinta e pincéis e começou a pintar o barco com a cor brilhante, como o cliente queria.

Enquanto pintava, percebeu que a tinta estava vazando pelo fundo do barco e decidiu consertar o vazamento.

Quando terminou a pintura, recebeu o dinheiro e se foi. No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e lhe deu mais uma bela importância.

O pintor ficou surpreso:

- O senhor já me pagou pela pintura do barco - disse ele.

- Mas isto não é pelo trabalho de pintura, é por ter consertado o vazamento do barco...

- Mas foi um serviço tão pequeno e insignificante... Eu não ia nem cobrar!

- Meu caro amigo, você não compreendeu.

Deixe-me contar-lhe o que aconteceu: Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Quando a tinta secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa.

Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois lembrei que o barco tinha um furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornar sãos e salvos...

Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado!

Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos!

Não tenho dinheiro suficiente para pagar-lhe pela sua "pequena" boa ação...

Não importa para quem, quando, de que maneira. Sempre que for possível, sempre que depender de você, e principalmente, dentro de suas possibilidades, vá além ... este poderá ser o seu diferencial, o seo"algo a mais"!


Autor desconhecido

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Um pouco da minha vida

Meu nome é Mônica. Tenho 14 anos e moro na cidade de Quixadá. Gosto de fazer amizades e tenho muitas, porém não sei se são verdadeiras.

Adoro estudar e pretendo me formar em Direito. 

O meu sonho é estar ao lado da verdade, das pessoas do bem e de apoiá-las.

Sou de uma família humilde e guerreira, que luta para alcançar seus objetivos.

O meu cotidiano é muito cansativo, pois trabalho de 7 às 17 horas.

Quando chego do trabalho dá tempo, apenas, de tomar banho, fazer um lanche rápido e ir ao colégio.

Depois do colégio estou exausta, mas não vou desistir de estudar, já que pretendo concluir meus estudos e ser uma profissional competente.


Maria Mônica Barbosa, 8º Ano A (Noite)
Distrito Educacional Campo Novo / Quixadá - CE


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A importância da preservação do meio ambiente

O meio ambiente é muito importante para todos nós, pois é a nossa fonte de alimento e sobrevivência. Além de nos alimentar, ajuda a melhorar o ar por causa das árvores, que absorvem o gás carbônico e soltam o gás oxigênio, fazem sombra e dão frutos suculentos.

O meio ambiente sempre nos ajuda, por isso temos que fazer nossa parte, como: regar as plantas, protegê-las contra o desmatamento e as queimadas, reciclar produtos como o papel, que é produzido com matéria-prima retirada da natureza.


Antônio Leonardo P. da Silva, 7º Ano D (Manhã)
Distrito Educacional Campo Novo / Quixadá - CE


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A pescaria do amor

Na beira do rio
Existe um girassol
A sereia que
Lá passar
Vai cair no meu anzol

Na beira do mar
Existe um pomar
A mulher mais bonita que desse fruto provar
Vai ter a missão de me amar


Edwilson, 7º Ano D (Manhã)
Distrito Educacional Campo Novo / Quixadá - CE

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A lágrima


A lágrima faz a gente ter
Momentos tristes e também momentos felizes,
Tristes como a morte de uma paixão
E felizes como um recomeço de um amor infinito,
Como se nem a morte os separasse.
Amor é uma palavra lembrada
Por todas as pessoas do mundo.
Ás vezes, as lágrimas
Se desmancham por felicidade!

Fabrício, 7º Ano D (manhã)
Distrito Educacional Campo Novo / Quixadá - CE